Arquivo mensais:novembro 2012

3 moleques e 1 princesa

Por: Mayra A.

Para uma mulher grávida o melhor momento da gravidez (tirando a hora que o bebê nasce, é claro!) é sair do ultrasom morfológico de 12 semanas sabendo que está tudo bem.

É como se você tivesse passado direto de ano ou ganho uma promoção no trabalho. Não tem nada mais confortante.

Fomos nós, a família buscapé toda para o Fleury: mamãe, papai, Pedro, Julia e vovó Naná (o Chico de 1 ano e 9 meses não foi pois achamos que era demais).

A Julia disse, desde o começo da minha gravidez, que queria um menino, para ser a única princesa da casa. Hoje, na última hora, no dia que achávamos que ia dar para ver o sexo, a caminho do Fleury, começou a mudar de idéia. Não me perguntem o que deu nela, mas começou a dizer que, se fosse mais um menino, o Pedro iria liderar a “gangue do macho” e ela ficaria sozinha. Eu disse que não adiantava nada ela pedir, nem preferir, o que tivesse que ser já estava decidido há muitas semanas e não dependia de nenhum de nós.

Ao chegar lá encontramos o simpático doutor, que por acaso é pai de uma criança da classe da Julia e de outra da classe do Pedro e a bagunça começou. As crianças falavam sem parar, ansiosos, e queriam saber se era menino ou menina.

Eu queria saber se o bebê era perfeito e é claro, quem vinha completar a nossa família.

Mede daqui, mede dali… Que ansiedade! Pescocinho normal, osso no nariz presente, bom, ufa, nada pra se preocupar. Órgãos perfeitos, 10 dedinhos nas mãozinhas e 10 dedinhos nos pezinhos, uma fofura se mexendo sem parar dentro de mim.

De repente vimos um “membro masculino” mais claro do que água! Lá estava ele, anunciando seu nome: Felipe!

O Pedro gritava de felicidade e a Jujú coitadinha começou a chorar sentida e tristonha. Eu morri de dó e não tinha o que a gente falasse que fizesse ela parar de chorar. Ela falou tanto que queria ser a única princesa e agora este show… Vai entender… Para ver que nem sempre as pessoas falam o que pensam lá no fundo. Ou então é apenas um sentimento ambivalente, sei lá.

De qualquer maneira já na saída do Fleury ela deu um beijinho na minha barriga e disse: “Oi Felipe!”

Eu sempre achei que tinha mais perfil de mãe de menino, sem frescura. Até a nossa menina é assim, mais moleca impossível. Lá vou eu mãe de três moleques e uma princesa. Que maravilha!

Agora é esperar a barriga crescer, conhecer você meu amor-caçulinha-da-mamãe e começar tudo de novo!

Amo você Felipe. Beijocas da mami.


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