Arquivo mensais:dezembro 2012

Já estou sentindo o Felipe mexer!

Por: Mayra A.

Esta fase é uma delícia, acabei de completar 17 semanas e comecei a sentir o bebê mexer!

É assim: você está lá entretida com alguma coisa (normalmente uma criança) durante seu dia movimentado e sua barriga derrepente dá aquele “toquinho”… Neste segundo você se lembra que está grávida e pensa quantas mudanças estão acontecendo alí mesmo dentro de você.

São por essas e outras que jamais desejei ser homem. A sensação de ter seu filho crescendo dentro de você não dá para ser transmitida em palavras, em mímica, nem mesmo pelo tum-tum-tum do coraçãozinho que a gente ouve no ultrasom. É ter a melhor companhia por 9 meses, 24h/7 dias da semana.

É como se a natureza te preparasse para esta responsabilidade eterna, sem interrupção, que é ser mãe durante a vida inteira. Sim, por que mãe não sai de folga, como as babás, e mesmo quando está de férias sem os filhos, do outro lado do mundo, nunca conseguirá deixar o celular desligado.

Eu adoro deixar meus filhos com a minha mãe ou com a minha sogra, pois elas tem o mesmo hormônio-de-leoa-protetora que eu. Quando estão com elas acho que dá até para abrir uma excessão e desligar o celular… Aliás super recomendo 1 semana de férias por ano com o marido sem as crianças para a saúde de qualquer casamento. Férias é muito bom com eles mas também é demais sem eles.

Felipe, você que ainda está aí bem gostosinho na barriga da mamãe, topa ir comigo agora fazer uma naninha?

Você ainda está incluído em absolutamente todos os programas da mamãe, tá? 🙂


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Esta é Corajosa com C maiúsculo!

Por: Mayra A.

A Bia é cunhada da Alê, uma das minhas melhores amigas, e sempre foi uma inspiração pra mim.

Ela TEM CINCO FILHOS GENTE!!! Lembro que ainda estávamos na faculdade quando a Alê ia me contando a “evolução da família”… Nasceu mais um, engravidou de novo… Rsrs

O mais legal da Bia é que ela e o marido Dante, estão sempre alegres e são eternos namorados. É pra poucos, mas se Deus quiser eu chego lá (não nos 5 filhos, mas no astral!).

O que vou dividir com vocês hoje é, além da minha admiração, a história dos 5 partos dela, que como vocês podem ver na foto abaixo, continua linda. Não tem desculpa não mulherada, dá para ser mãe de vários e ainda ser uma eterna gata!

Foto Bia Dia das mães

Bia, saúde e tudo de bom para sua linda família 🙂

PS: Para aquelas que tem medo só de pensar em ter parto normal, este depoimento pode ser um super incentivo, junto com os meus 3 (primeiro, segundo e terceiro parte A e parte B) já são 8 relatos de parto normal!

Minha experiência de parto – 1994 a 2004 – por Beatriz Helena de Arruda Pereira Gallian

  Ao contrário das mulheres que tiveram a vivência do parto normal no século XIX, quando o momento do parto, bem como a gravidez e tudo que dela advinha era considerado uma fatalidade, um momento de grande sofrimento e privativo às mulheres, tive a grata experiência de vivenciar esse momento, já no século XX e por vontade própria, rodeada de uma equipe mista de médicos e meu marido que, além de acompanhante, ainda desempenhou um papel de assistente ativo, quase co-parturiente.

  Depois de 2 anos de vida matrimonial tive a grata notícia de estar grávida de uma menina. A expectativa do desenvolvimento do bebê superava a expectativa da hora do parto e da maneira como ele se daria. Passado os nove meses, um dia antes de completar 40 semanas de gestação, senti no meio da madrugada um líquido que, pelas informações que já havia levantado, se tratava do líquido amniótico. Levantei pela manhã e nos dirigimos à maternidade, onde a enfermeira, com o exame de toque, acabou por romper totalmente a bolsa onde estava o bebê. Por não sentir qualquer tipo de contração e, por ser paciente de um médico totalmente a favor de parto normal, fui dispensada da maternidade e ficou acordado que no período da tarde iria ao consultório para fazer uma nova avaliação. Passamos o dia ouvindo exclamações e críticas da família, pois estávamos correndo “um risco” muito grande em estar fora da maternidade e com a bolsa rota. Chegando ao consultório, ainda com ausência de contrações, a obstetra aplicou no meu colo do útero uma dose de protasglandina que iria acelerar o processo de dilatação do colo. Corríamos contra o tempo, pois sabe-se que não é prudente permanecer mais do que 24 horas com a bolsa rota, correndo  mãe e filha o risco de uma infecção ou coisa parecida. A médica orientou-me a tomar um “lanche leve”. Com a fome e a ansiedade, tomei como lanche (não tão leve) um grande sanduíche e um suco de laranja de grande tamanho. É claro que, com as dores que iniciaram a partir daí, o lanche entrou rapidamente e saiu da mesma forma. Chegando ao hospital já estava com 4 dedos de dilatação e, a partir desse momento comecei a pensar efetivamente o que viria a ser o meu trabalho de parto. Desse momento até o parto transcorreram 8 horas de muita dor e desconhecimento do que iria acontecer a partir daí. Optei corajosamente por não utilizar  qualquer tipo de anestésico. A dor ia aumentando a cada contração. Na visão do médico, cada contração era menos uma para o nascimento. Na minha visão era mais uma, e cada vez mais forte e violenta. A dor se iniciava timidamente e, à medida que os segundos iam passando, ela ia aumentado, só regredia quando sentia que estava no topo do suportável. Tentava entender quais eram as três fases do parto, pois o médico a todo momento procurava denomina-las. O medo e ansiedade pelas próximas contrações dificulta o processo de conscientização e bom senso. Continuei nesse processo ao longo das horas. O primeiro sinal de que estaria na terceira parte do parto veio rapidamente e corremos para o centro cirúrgico, pois não é de bom tom que os partos aconteçam onde estávamos, que era um quarto comum. Chegando ao centro cirúrgico, já estava com uma vontade imensa (como é a natureza!) de expulsar o bebê. Aquela dor que parecia insuportável, passou a ser muito bem vinda e esperada, pois é ela que me ajudaria a trazer à vida minha pequena filha. Bastaram mais duas ou três contrações e lá estava ela…nasceu muito bem e com muita saúde. A sensação da expulsão é algo difícil de descrever… é a dor da vida. Imediatamente  foi colocada no meu colo e já tive a oportunidade de amamenta-la, antes mesmo de qualquer outro procedimento. Presentes no parto estavam os médicos (um casal), várias enfermeiras, um pediatra e meu marido, que acolheu a pequena nos braços e cortou o cordão umbilical. Saí do centro cirúrgico com uma sensação de euforia, já tendo esquecido, quase por completo, como foram as dores do parto!

  O parto no ambiente hospitalar transformou-o em um evento médico. Tive a sorte e a felicidade de encontrar um casal de médicos que tem uma visão “normalista” e que fazem com que esse momento seja o mais natural possível. Poderia até ter optado por realizar esse procedimento em minha própria residência, mas a pressão e o medo que nos são impostos culturalmente, nos levam a acreditar que o hospital seja o local mais seguro para realizarmos esse procedimento.

  Oito meses depois do primeiro parto já estava eu grávida de novo. A tranquilidade de minha primeira filha e a  maravilhosa sensação do ato de dar à luz me encorajaram a passar novamente por essa experiência. A gravidez transcorreu sem nenhum problema. Completadas as 40 semanas, o bebê não dava indícios de que era chegada a hora. Ao completar 41 semanas, durante a consulta médica fizemos uma estimativa do tempo que iria ainda demorar para o parto utilizando como recurso a tabela do Dr. Bishop para avaliar o estado do meu colo uterino, bem como meu cervix, o que nos indicou que o parto só ocorreria dali a pelo menos mais uma semana. Contrariando a tabela e o Dr. Bishop, no dia seguinte à consulta iniciei o trabalho de parto com as primeiras contrações de madrugada. Coincidência ou não, meus 5 trabalhos de parto iniciaram na mesma hora: às 4 horas da madrugada. Fomos para a maternidade, mas dessa vez, já tinha ideia do procedimento e da dor que me esperava durante esse período. Mais uma vez optei por não fazer nenhum tipo de analgesia. A ansiedade nesse segundo parto me levaram a acreditar que, embora estivesse na segunda fase do parto com uma dilatação lenta, era chegada a hora de descer ao centro cirúrgico. O ambiente cirúrgico, a impaciência do pediatra, que chegou até a cochilar durante a espera e a troca de turnos de enfermeiros geraram uma ansiedade e um cansaço muito grandes. O parto se estendeu por quase 15 horas e as dores eram crescentes. Já não tinha mais a ansiedade pelo inesperado, pois já sabia como iria acontecer, e, depois de muita espera nasceu meu segundo filho.

  Na ânsia de constituir uma grande e numerosa família, como era nosso objetivo desde que nos casamos, engravidei de gêmeos 8 meses depois. A natureza nos mostrou que não era chegada a hora e depois de 6 semanas de gestação, ao realizar um exame de ultrassom descobrimos que a gestação havia se interrompido. Depois disso, 3 meses depois ocorreu o mesmo.

  A minha terceira gestação viria a ocorrer então dois anos depois do nascimento do meu segundo filho. Um dia depois da data provável do parto iniciou-se as primeiras contrações. Cheguei à maternidade com os mesmos 4 centímetros de dilatação de sempre. Dessa vez, trabalhando até o dia anterior e por ter deixado em casa duas crianças pequenas que demandam trabalho físico e cuidados constantes, cheguei à maternidade com um cansaço que julguei constituir-se em um empecilho para suportar com tal naturalidade as dores do parto. Assim que o médico chegou,  já logo adiantei que iria optar por uma analgesia. O anestesista foi chamado e tomei a peridural. o que me poupou de sentir as dores durante as contrações. Fiquei muito satisfeita com esse procedimento até a hora do parto. Chegada a hora do parto senti que não saberia a hora certa de fazer a força para a expulsão do bebê. Para isso tive que contar com a ajuda do obstetra, que me indicava o momento da contração e o momento certo da expulsão. Nesse momento senti uma grande frustração por não estar agindo e auxiliando o nascimento do bebê, tampouco acreditei que, com o grau de analgesia sentiria a passagem do bebê no momento do nascimento. O bebê nasceu, muito mais com a ajuda do médico do que com a minha força, pois a anestesia nos faz ficar completamente sem dor e sem percepção. Senti o bebê passar pelo canal de parto, mas não com a intensidade e a força das duas outras vezes. Nesse momento, coloquei-a para ser amamentada e o corte do cordão e o banho na sala de parto ficaram a cargo de meu marido. Embora radiante com o nascimento de minha terceira filha, já fazia uma avaliação negativa dos efeitos e das conseqüências da anestesia.

  Minha quarta gestação ocorreu um ano após o nascimento de minha terceira filha. Um dia antes de completar 40 semanas de gestação iniciei meu quarto trabalho de parto.  Cheguei à maternidade com o firme propósito de tentar chegar em um meio termo, ou seja, não sentir todas as dores do processo de dilatação, mas sentir completamente o momento de expulsão do bebê. Optamos então por chamar o médico anestesista no quarto e tentar explicar a ele e ouvir dele a possibilidade desse meu desejo ser realizado. O médico então, chegou ao meu quarto muito a contragosto, afinal de contas, como poderia um anestesista deixar o centro cirúrgico para atender um desejo individual de uma paciente. Depois de relatado meu desejo ouvi um breve discurso do tal médico justificando a impossibilidade de colocar meu plano em ação. Continuamos a tentativa e, após muita insistência de nossa parte, o médico resolveu ceder e combinamos que, a título de experiência, mas sem perspectiva de êxito, iríamos coloca-lo em ação. O médico, descrente, voltou ao meu quarto com todo aparato necessário para realizar a analgesia “parcial”. Disse que teria que ficar conosco o tempo todo, pois não saberia os resultados dessa nova empreitada. E assim iniciou o processo de anestesia e, como as contrações já estavam adiantadas, consegui relaxar e aproveitar o momento, na expectativa do nascimento de meu bebê. O anestesista ali, a postos, injetava de tempos em tempos uma dose mínima de anestésico e assim as contrações foram evoluindo até chegar no momento final do trabalho de parto. Assim que entrei nessa fase e estando com dilatação total, o médico cessou o anestésico e eu já pude sentir de volta as dores características dessa fase do parto. No momento da expulsão, já estava totalmente recuperada dos efeitos do anestésicos e pude expulsar o bebê sentindo plenamente o prazer e a alegria que esse momento proporciona. O médico anestesista sentiu-se vitorioso e curioso por saber todas as sensações que tive durante o trabalho de parto. Ficou satisfeito e interessado em aplicar a outras parturientes esse mesmo método que tínhamos acabado de experimentar e que obteve tanto sucesso. Voltou ao meu quarto com uma prancheta cheia de anotações por pelo menos duas vezes, inclusive de madrugada. Estava ávido por ouvir tudo que havia se passado e como a dor foi controlada através de seu monitoramento e da evolução do parto.

  Meu quarto filho já estava com mais de 3 anos quando engravidei do meu 5º filho. Dessa vez, o início do trabalho de parto se deu de forma inusitada. Depois de um dia intenso fomos dormir muito cansados e, 15 minutos depois , quando já havia dormido, senti e ouvi um barulho parecido com o estourar de uma bexiga cheia de água. Imediatamente depois comecei a sentir as primeiras contrações. Morava nessa época em uma cidade vizinha à São Paulo. Já estava com as malas prontas para  meu marido e eu, o bebê e os meus 4 filhos. Colocamos os quatro dormindo no carro e partimos para São Paulo com a bolsa rota e uma estrada pela frente. Como a bolsa já havia rompido totalmente, não tínhamos certeza se chegaríamos a tempo na maternidade, pois teríamos que deixar os quatro ainda com as avós. O monitoramento durou o caminho inteiro e conseguimos chegar à maternidade tendo-os deixado acomodados na casa da avó. O trabalho de parto durou a madrugada inteira e o nenê  nasceu 6 horas depois. Dessa vez o trabalho de “convencimento” do médico anestesista foi mais fácil e , da mesma forma pude evitar as dores mais intensas e duradouras  da segunda fase do trabalho de parto e participar ativamente da fase de expulsão, sentindo todas as dores dessa fase que nos dá uma imensa vontade de trazer ao mundo a criança que foi gerada e se desenvolveu dentro de nosso ventre, durante os nove meses de gestação.

  Agradeço imensamente ao meu marido, Dante Marcello por ter me proporcionado tantas alegrias e tantos momentos mágicos, e compartilhar comigo desses momentos tão especiais, e Dr. Jorge Francisco Kuhn dos Santos e Dra Esmerinda Cavalcante por ter nos acompanhado desde o princípio e a toda hora, fazendo-nos sentir os grandes protagonistas desses momentos e desempenharem um papel tão importante na nossa história!

Beatriz Helena de Arruda Pereira Gallian

 

 

 

 


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Mega distraída

Por: Mayra A.

O que acontece quando a gente fica grávida?

O Tico briga com o Teco e então fica impossível fazer algo direito? Inexplicável.

Minhas últimas foram: esquecer a bolsa no raio X do aeroporto, deixar a mala de mão com laptop e Ipad do marido no elevador (também do aeroporto, no mesmo dia!) e levar as “crianças na escola” do outro lado da ponte da Cidade Universitária. Quer mais? Eu me despeço duas vezes da mesma pessoa e não dou tchau para outras, que ficam no vácuo.

Tenho esquecido meu celular no carro todos os dias e muitas vezes quando o estou procurando ele está na minha mão mesmo.

Meus filhos então… Não sei mais o nome de nenhum dos 3, troco sem parar. Até o nome do meu irmão entrou na dança. Acho que vou fazer como aquelas tias velhas que chamam todos de “benzinho”. Por hora deve resolver…

Ah… Esqueci de falar das multas de trânsito. Não posso mais ver aquele maldito papelzinho branco com picotes em ambos os lados da Prefeitura da Cidade de São Paulo, em negrito. Quem assistiu Harry Potter vai entender quando eu disser que parece uma carta berrante, que ao abrir vai gritar com você. Por que ao invés de uma multa, não recebo uma comunicação do tipo: “Você caiu num buraco hoje e vai ganhar R$50,00 para ajudar a arrumar a suspensão do seu carro”?

A última multa que recebi foi da categoria gravíssima: transitar com o veículo em divisores de pista de rolamento… Pelo amor de Deus, se eu não sei nem pra quem eu dei bom dia hoje, como vou saber o que fica embaixo das rodas do meu carro?

 

 

 


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