Como preparar a papinha?

Por: Equipe Mayra A.

Muitas mães ficam em dúvida na hora de preparar as papinhas de seus bebês. Publicamos aqui um trecho do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem?” para ajudá-las. O livro, modéstia a parte, está super caprichado e tem diversas receitas de papinhas. Para mais informações clique aqui!

Como preparar a papinha

O método de cozimento mais saudável é o vapor. Para preparar legumes em pedaços quando o bebê já puder mastigar, usaremos sempre esse método.
No caso das papinhas, a tendência é colocar tudo numa panela com água para cozinhar, certo?
Como faremos papinhas grossas e não sopas ralas, não precisamos colocar muita água, e os ingredientes não precisam ficar completamente submersos. O ideal é colocar apenas um pouco de água, o suficiente para dar no final a consistência de purê, e tampar a panela. Após atingir a fervura, é só baixar o fogo e manter a panela tampada. O recipiente se encherá de vapor, que cozinhará os ingredientes. Se necessário, adicione mais água durante o cozimento.
Para as frutinhas, é só amassar (banana, mamão, abacate) ou ralar (maçã, pera). Algumas frutas difíceis de serem raladas podem ser previamente cozidas ou processadas cruas no liquidificador (com o mínimo possível de água). Isso serve para pêssego, damasco, ameixa, abacaxi, uvas etc.
Uma forma rápida de fazer papinhas é ter sempre os caldos (de frango, carne etc.) prontos e congelados. O mais demorado, que é o cozimento das carnes, já estará feito!
Assim você poderá cozinhar os ingredientes dos grupos B, C e D no caldo e ter um papinha pronta em poucos minutos.

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(imagens retiradas do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem”, mais informações aqui)

Papinha “completa”

Receita completa + dicas aqui.

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Consistência da papinha

De acordo com o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) “A papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar, para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos e fique na consistência de purê. A carne, na quantidade
de 50 a 70 g/dia (para duas papas), não deve ser retirada após o cozimento, mas sim picada, tamisada (cozida e amassada com as mãos) ou desfi ada, e é fundamental que seja oferecida à criança (procedimento fundamental para garantir a oferta adequada de ferro e zinco). Aos 6 meses, os dentes estão próximos às gengivas, o que as torna endurecidas, de tal forma que auxiliam a triturar os alimentos.
A consistência dos alimentos deve ser progressivamente elevada, respeitando-se o desenvolvimento da criança e evitando-se, dessa forma, a administração de alimentos muito diluídos (com baixa densidade energética) para propiciar a oferta calórica adequada. Além disso, as crianças que não recebem alimentos em pedaços até os 10 meses apresentam, posteriormente, maior difi culdade de aceitação de alimentos sólidos.

Já escrevi aqui sobre como conheci a Priscila Maximino, que hoje é a nutricionista da Dedinho de Moça. Ela discorda do uso da peneira e/ou liquidificador, pois tendem a fazer uma papinha mais líquida.

Priscila explica assim: “Ingredientes mais duros não devem ser batidos no liquidificador quando existe um bebê na casa. A carne deve ser desfiada para o pequeno, e não batida. O mesmo vale para vegetais. Bater a comida com a intenção de facilitar o processo de passagem para a alimentação sólida só atrapalha a transição para a comida mais adulta. Sabemos que isto é polêmico, até entre os diferentes pediatras, mas na nossa experiência, facilita as coisas posteriormente para as mães. A papa liquefeita ou peneirada de forma exagerada, escorrega pela garganta adentro e não permite o contato com as papilas gustativas. O resultado é que a criança não distingue bem nenhum sabor nem textura. Seu paladar acaba prejudicado, e a capacidade de perceber nuances de sabores pode sair perdendo para o resto da vida, justamente porque o desenvolvimento deste sentido depende da estimulação de células receptoras espalhadas por toda a boca, especialmente na língua. Por isso, amasse hortaliças e grãos com um garfo e e vá oferecendo pequenas porções. Com o passar do tempo as preparações podem ficar mais, digamos, pedaçudas. Explico esta questão com mais detalhes no meu livro: “Guia descomplicado da alimentação infantil”.
Então pessoal, melhor usar o garfo e amassar mesmo! Bom apetite!


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