Arquivo mensais:dezembro 2013

Retrospectiva de 2013

Por: Mayra A.

Este ano foi muiiiiito importante para mim… A Dedinho de Moça nasceu!!!
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Depois de 5 anos ao lado da Pati na Dedo de Moça, da publicação do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem?” e da minha participação no reality show “Meu filho não come”, no Bem Estar, TV Globo, eu não pude resistir e me rendi à minha verdadeira vocação infantil!
Para quem não sabe sou mãe de 4 dedinhos: Pedro, Julia, Francisco e Felipe (o caçulina também nasceu este ano!).
A Dedinho de Moça tem apenas alguns meses de vida e tantos projetos grandiosos para 2014. Continuem por aqui, vocês não perdem por esperar!
Obrigada a todos que me acompanham, estou verdadeiramente e incrivelmente feliz 🙂
Um lindo final de ano para todos nós!

 


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Culpa dos pais?

Por: Mayra A.

121218_KIDS_PickyEaters_border.jpg.CROP.original-originalFoto: Slate.com

Se você tem uma daquelas crianças que só come macarrão, a culpa é sua?
Não gosto de falar em culpa, porque acho que os pais sempre fazem o melhor que podem, mas neste caso em especial, acho que tenho algumas dicas para ajudá-los.
Esta matéria descreve, que nas festas de final de ano, a família toda tem a chance de observar os hábitos alimentares dos outros, e as “crianças-problema” são foco de comentários.
Sabe-se que crianças de 2 a 6 anos podem sofrer de neofobia, ou seja, o medo do novo, que pode ter causas genéticas e/ou comportamentais.
Um estudo feito em 2012 diz que crianças que tiveram mais de 6 otites por ano terão menos propensão a gostar de frutas e vegetais.
Na tentativa de fazer as crianças comerem mais e melhor, pais acabam muitas vezes piorando a situação.
Num estudo desenvolvido em 2006, Penn State dividiu 27 crianças em 2 grupos, e ofereceu a eles sopa de abóbora e sopa de milho durante 11 semanas. Em um dos grupos as crianças foram pressionadas a comer a sopa de abóbora mas não foram pressionados para comer a sopa de milho. O contrário foi feito no outro grupo. Ao final, nos dois grupos, as crianças consumiram mais a sopa que não foram instruídos a comer.
Um dos problemas observados é que, insistir para que as crianças comam gera stress, que e a criança relaciona diretamente com o alimento que está sendo obrigada a comer. Outro problema é oferecer uma recompensa: “se comer toda a salada ganha chocolate”. Ou seja, a criança vai entender que salada é ruim e chocolate é bom.
Quanto mais os pais se desesperam e insistem, pior o resultado.
Estudos indicam que as crianças inclusive desenvolvem paura por comer na frente dos pais, para não desapontá-los.
O fato dos pais insistirem para as crianças “limparem o prato” também é muito ruim, pois, aos poucos, a criança vai perdendo a capacidade de se auto regular, ou seja, de saber o quanto deve comer para ficar satisfeita.
Aqui entra uma dica da Dedinho de Moça: deixe seu filho fazer o prato! Desta maneira ele mesmo se compromete com a quantidade que vai comer!
E mais: não deixe de servir um alimento que seu filho não gostou ao provar. Estudos mostram que crianças levam até 20 vezes para gostar de um alimento novo. Para deixar tudo mais divertido, por que não dar um adesivo para seu filho, cada vez que experimentar algo novo? Esta “recompensa” não sendo alimentar, não gera a sensação que o alimento é ruim, em detrimento ao alimento oferecido como recompensa.
Na minha casa, por exemplo, tenho um combinado com os meus filhos: a cada dia 1o do mês eles experimentam algo novo…

E acima de tudo, os pais podem fazer com que o momento da refeição seja positivo:
– Menos “coma seu espinafre” e mais “este espinafre está diviiiiino!”
– Sirva alimentos novos com alimentos já apreciados;
– Coma o que quiser que seus filhos comam!


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O poder da refeição em família

Por: Mayra A.

Esta é a tradução do título do livro “The power of family meals” que diz, basicamente, que ao sentarmos em família para fazer uma refeição, criamos uma conexão especial e fechamos o resto do mundo para fora.

resources_about_power_of_family_mealsFoto: The power of family meals

O impacto benéfico deste momento compartilhado é verificado em crianças de todas as idades, gerando melhores notas, melhores hábitos alimentares, relações mais próximas com pais e irmãos, habilidade de resistir à pressão e capacidade de resiliência frente aos problemas da vida.
Tudo isso se deve apenas ao fato de sentarmos com a nossa família para comer? Puxa vida!
Estatísticas do livro:

– Crianças dependem dos pais para aprenderem a ser saudáveis. 71% dizem aprender a ser saudáveis com a mãe; 43% com o pai.
– 19% dos adolecentes que fazem menos de 3 refeições com a família reportam tensão e stress entre os membros da família, comparado a 7% daqueles que fazem pelo menos 5 refeições em família.
– Mais refeições em família em casa é o único e mais forte fator apontado para atingir melhores notas e menos problemas de comportamento em crianças de todas as idades. Mais refeições em casa também geram menores índices de obesidade.
– Nutrir é a maneira mais primitiva de demonstrar amor, portanto compartilhar refeições em família é a maneira mais poderosa de criar vínculos familiares.
– Com as regrinhas aprendidas à mesa, as crianças aprendem a compartilhar e pensar nos outros. Dizendo “por favor” e “obrigado” as crianças reconhecem que seus semelhantes merecem respeito.
– Mais de uma década de pesquisas feitas pelo National Center on Addiction and Substance Abuse at Columbia University concluiu que quanto mais as crianças compatilharem refeições com suas famílias, menor a chance de fumarem, beberem ou usarem drogas.

Reconhecer a importância de compartilhar uma refeição é um passo importante para um bom relacionamento familiar.

Meu desejo é que as famílias arrumem tempo para o que realmente importa e que possam ter, mais frequentemente, inesquecíveis momentos em volta da boa mesa! 🙂

 


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