Arquivo mensais:fevereiro 2014

Risoto de cevadinha

Por: Mayra A.

risoto cevadinha

Receita do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem?”, foto Carol Milano

Ingredientes

1 xícara de cevadinha crua (rende 2 xícaras de cevadinha cozida)
1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem
400 g de abóbora madura, descascada, em cubos pequenos
½ cebola em cubos pequenos
1 xícara de caldo de carne caseiro
½ xícara de folhas de espinafre, lavadas
⅓ de xícara de requeijão cremoso

Modo de fazer

Cozinhe a cevadinha na panela de pressão por 20 minutos com ½ litro de água com sal.
Numa panela grande, aqueça o azeite e refogue a abóbora até dourar. Adicione o caldo de carne e sal a gosto.
Abaixe o fogo e cozinhe com a panela tampada até que a abóbora fique macia. Despreze o líquido e amasse a abóbora com um garfo.
Junte a cevadinha cozida, o espinafre e o requeijão, misture bem e sirva.

Dica

Você pode trocar a cevadinha por quinua, trigo em grão ou 7 cereais para variar essa receita!

Rendimento 6 porções
Tempo de preparo 30 minutos
Dificuldade fácil

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“Unreal”

Por: Mayra A.

Não seria bacana se a indústria alimentícia se mobilizasse para produzir alimentos cada vez mais saudáveis para nossas crianças?

Vendo este vídeo penso que existe uma luz no final do túnel. Quem me contou sobre a marca foi o meu amigo antenadíssimo André Rodrigues, da Loudlemon.

Esta marca UNREAL criou uma linha de doces mais saudável, e as crianças adoram o resultado!

Sim, a garota propaganda é ela mesma: Gisele Bundchen. E tem mais… Para saber, precisa assistir! 🙂

Eu estarei nos USA no final deste mês e prometo trazer alguns para experimentar e depois compartilhar com vocês a minha opinião.

Vamos torcer para que as empresas comprem a idéia, nossas crianças merecem!


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Orgânico vale a pena?

Por: Mayra A.

Esta reflexão é extremamente pessoal, já que cada família tem seus hábitos, prioridades e acesso diferenciado aos alimentos orgânicos.
O objetivo deste post é mostrar através de dados da Anvisa, quais são os alimentos menos e mais afetados por agrotóxicos, afim de ajudar as famílias a decidirem por si só quais os alimentos orgânicos que valem a pena, já que o valor dos alimentos orgânicos é mais alto.

No Brasil, a última pesquisa da Anvisa aponta a lista de 13 alimentos que pecam no uso de agrotóxicos, seguidos de sua porcentagem de amostras insatisfatórias:

1. Pimentão (89%), 2. Cenoura (67%), 3. Morango (59%), 4.Pepino (44%), 5.Alface (43%), 6. Abacaxi (41%), 7. Laranja (28%), 8.Uva (27%),  9.Mamão (20%), 10.Arroz (16%), 11. Tomate (12%), 12. Feijão (6%), 13. Maçã (8%)

Abaixo, uma tabela, que separa os resultados por estado.
Em SP, RJ, MG,RS e SC o vilão é o morango. E você, pensando que estava dando o melhor lanchinho para seu filho: uma fruta!
Lição de casa para mães e pais de plantão: procurar fornecedor de morango orgânico! Em um segundo no google já achei este aqui, que entrega em casa… Mudanças são apenas questão de hábito. Quem puder frequentar uma feira de orgânicos melhor ainda!
Fiquei impressionada com a laranja: no AC, MG, RO, RR e SC o negócio está preto… (Ou no caso da tabela abaixo, está vermelho!)
Confiram também o mapa das feiras orgânicas do Brasil.

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Para quem quiser se aprofundar, segue o relatório completo da Anvisa.

Segundo a própria Anvisa, os agrotóxicos “são ingredientes ativos com elevado grau de toxicidade aguda comprovada e que causam problemas neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até câncer”.

Para os alimentos mais afetados sugerimos um cuidado especial: compre orgânicos ou lave bem antes de consumir.
Tirar a casca, quando possível, e desprezá-la também pode ajudar, o que é uma pena, pois sabemos que é possível aproveitar o alimento integralmente (cascas, sementes e folhas) gerando economia e prevenindo o desperdício, mas neste caso é melhor…

Fiquei bem chateada ao pesquisar o tema e descobrir que o Brasil é um dos países campeões em uso de agrotóxico. Espero que isso seja revertido em um futuro próximo!

Nos Estados Unidos foram identificados pelo Environmental Working Group os doze alimentos mais “contaminados” por agrotóxicos, que portanto seriam mais saudáveis se comprados orgânicos. Foi também foi divulgada a lista dos mais “limpos”, que podem ser consumidos sem preocupação. Para estes, teoricamente, a compra de orgânicos é “opcional”.


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Os 10 alimentos da infância!

Por: Priscila Maximino

É sempre um desafio escrever sobre este tema. Quem me conhece um pouco sabe que transformar a nutrição infantil em manchete e jargões não é meu forte. Para isso os jornalistas sempre me socorrem, e nestes 13 anos atendendo famílias com crianças, ouvi esta pergunta inúmeras vezes e nem sempre eu respondi como as famílias gostariam. Agora estou pronta, encarei o desafio a que me propus. Defendo estes alimentos com unhas, dentes, e garras de mãe leoa.

Por volta de 2 anos, seu pequeno já deve compartilhar das refeições com a família. É hora de rever o cardápio, para garantir a presença de ingredientes indispensáveis ao desenvolvimento. As crianças vão imitar (e muito) o comportamento alimentar, não só dos pais, mas da casa. Toda a rotina da casa influencia a alimentação das crianças.

Separei estes 10 alimentos que não podem faltar na rotina alimentar dos pequenos. Há exceções para crianças com algum comprometimento de saúde, e neste caso, o acompanhamento de um especialista é mais do que necessário.

1) Leite

A criança deve receber no mínimo três porções de leite ou derivados todos os dias. A partir desta fase, o leite já pode ser servido em um copinho. Fonte de proteínas e de cálcio, ele é indispensável ao crescimento ósseo e à manutenção de dentes e ossos.

Após o desmame, o bebê deve receber fórmulas lácteas específicas, conforme indicação do pediatra. Gradativamente, pode passar ao leite comum integral. As gorduras são importantes nesta fase, para o desenvolvimento do sistema nervoso. Além disso, algumas vitaminas precisam de gordura para serem assimiladas pelo organismo.

2) Carnes 

Pode ser de vaca, frango ou peixe! Deve estar presente no almoço e no jantar, o ideal é servi-la desfiada ou cortada em pequenos pedaços. Os alimentos sólidos ajudam a desenvolver a mastigação, a deglutição e a musculatura da face e a arcada dentária. Este grupo de alimento é imbatível na prevenção da anemia, cujo risco aumenta nesta fase de desenvolvimento acelerado. As carnes fornecem aminoácidos essenciais ao crescimento, zinco e ferro. 90% do ferro contido na carne são absorvidos pelo organismo.

3) Cereais

Eles devem estar presentes em todas as refeições. Sim, em todas. No café da manhã e nos lanchinhos, opte por mingau de aveia com leite, biscoito ou pão. Para almoço e jantar, ofereça arroz ou macarrão. Nessas refeições, os cereais também podem ser substituídos por raízes, como mandioca, batata, batata-doce e cará, picadinhos ou ligeiramente amassados. Arroz, macarrão e pães integrais contêm mais vitaminas e fibras.

4) Feijão

O ideal é uma concha média de feijão, cozido até ficar bem macio, uma a duas vezes por dia. O feijão é fonte de proteínas, calorias e, combinado com o arroz, fornece também aminoácidos formadores de proteínas que servem de matéria-prima para músculos, ossos, pele e cabelos.

Alterne feijão rosado, preto e branco. Deixe-os de molho antes de cozinhar com gotinhas de limão. Usamos esta técnica para anular algumas características indesejáveis do feijão, como por exemplo, a formação de gases. Vale lembrar que esta água deve ser descartada antes do cozimento.

5) Frutas

Sirva até quatro porções ao dia. Pode ser raspada, picadinha, em salada de frutas e até com um sorvete caseiro. No início, ofereça as frutas descascadas mas, aos poucos, comece a deixá-las com casca, para que todas as vitaminas sejam aproveitadas.

As frutas de época são o ideal. Prefira as que apresentam cascas lisas e brilhantes e que ainda estejam firmes, não muito maduras.

6) Sucos cítricos

Dois copos de suco diários, como sobremesa no almoço e no jantar, está na medida. Escolha frutas ricas em vitamina C e prepare o suco imediatamente antes de servir, pois a vitamina C oxida em contato com a luz e o calor do ambiente. A vitamina C auxilia na absorção do ferro presente nas carnes e no feijão, diminuindo o risco de anemia. Ainda assim a vitamina C permanece no suco em níveis bem aproveitáveis por até 6 horas.

As frutas campeãs em vitamina C são laranja, limão, acerola, maracujá, caju e goiaba.

7) Vegetais amarelo-alaranjados

Devem estar presentes no almoço e no jantar, em forma de purê, refogados ou como recheio, de torta, por exemplo. Legumes com essa coloração são ricos em vitamina A, que aumenta a resistência a infecções e é indispensável à proteção da vista, ao desenvolvimento celular e à saúde da pele.

Melhor escolha: abóbora, cenoura e pimentão. Fique de olho nas tabelas de safra, lembrando que o produto que está na época tem melhor qualidade.

8) Verduras verde-escuras

Meio pires de verduras picadinhas no almoço e também no jantar é a medida ideal. Primeiro, tente oferecê-las cruas. Caso a criança não aceite, refogue ligeiramente e amasse com um garfo. Essas verduras são ricas em vitaminas A e C, potássio e ácido fólico – outro bom aliado contra anemias.

Melhor escolha: espinafre, brócolis, couve, agrião e rúcula. Prefira as folhas de cores fortes e aparência viçosa. Dispense verduras amareladas, murchas e queimadas.

9) Hortaliças cruas

Basta meio pires no almoço e também no jantar. Para servir, pique miudinho ou rale. Elas são fontes de vitaminas variadas e de fibras.

Selecione hortaliças sem folhas queimadas, com cascas íntegras e não muito maduras.

10) Gorduras

Devem ser consumidas em pequenas quantidades – até uma colher de sopa ao dia. Fornecem energia para o crescimento e participam da formação hormonal. Em excesso, porém podem levar à obesidade. Os peixes possuem a chamada “gordura do bem” e são super saudáveis.

Para cozinhar sugerimos usar o óleo vegetal (soja, canola, etc).

 


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Restrições alimentares

Por: Mayra A.

 

restrições

Imagem e fonte: The Kitchn

A-d-o-r-o ler diversos blogs e sites que falam sobre alimentação infantil!

Gostei muito por este texto, e resolvi escrever para vocês. Segundo a autora, seus ingredientes preferidos sempre foram pão, manteiga e amêndoas, e foi depois de alguns problemas de saúde, que tudo mudou. Ela teve que abrir mão, de um dia para outro, de glúten, derivados de leite, amêndoas, milho, ovos, molho de soja e acúcar refinado. Que pesadelo, penso eu. Será?

A boa notícia é que assim que tirou todos estes ingredientes ela já começou a se sentir melhor, e aos poucos pode voltar a comer ovos, milho e molho de soja.

Abaixo, ela conta o que descobriu durante o último ano, cozinhando e comendo com restrições.

8 Coisas que aprendi cozinhando sem glúten, derivados de leite, amêndoas e açúcar:

1. Escute o seu corpo. Cada um tem um metabolismo e diferentes necessidades, que vão mudando com o tempo. É sempre bom estar conectado com o que sentimos quando comemos diferentes alimentos.

2. Nutrição está acima do sabor. Estamos acostumados a sentir o gosto dos alimentos e não os efeitos no nosso nível de energia e humor. Depois de anos me sentindo “pesada” após as refeições, percebi que é possível se sentir “energizada”.

3. Foque no que você pode aprender e não no que você está perdendo. Me manter sempre curiosa para aprender diferentes técnicas e combinações dentro das minhas restrições me salvou de me sentir triste pensando nos alimentos que eu não podia mais consumir.

4. É ok falhar. Fiz inúmeros bolos horríveis e pães duros. Me tornei uma cozinheira mais resistente à adversidade e até desenvolvi um belo senso de humor.

5. Comida sem glúten ou vegetariana não significa necessariamente comida saudável. Repare que muitos alimentos sem glúten e/ou vegetarianos processados podem conter farinhas refinadas, açúcares e ingredientes artificiais. Use preferencialmente ingredientes frescos e fique sempre atento aos rótulos.

6. Mercados asíaticos são incríveis. Compro muito em mercados chineses, coreanos, japoneses e vietnamitas, que possuem boas opções de massas sem glúten feitos de arroz e batata doce, bem como farinhas sem glúten de diversos legumes e produtos a base de coco, vedetes das receitas vegetarianas.

7. Planeje com antecedência. Quando não se come de tudo é muito mais difícil improvisar. Sempre leve snacks na bolsa e se previna antes de sair para um jantar, fazendo uma “boquinha” antes de sair de casa. Quando viajo, procuro ficar em hotéis ou apartamentos que tenham uma cozinha e exploro os ingdredientes locais.

8. Encontre sua inspiração. A minha é legumes frescos, ingredientes e temperos originais. Se me sinto triste numa ida a padaria ou a um supermercado, onde não posso consumir quase nada, uma ida à feira me deixa nas nuvens, uma abundância deliciosa de tudo que eu posso comer! Adoro procurar frutas, vegetais, ervas e especiarias que ainda não experimentei, e que tornam minhas refeições sempre interessantes e excitantes.

 

 


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