Comida de bebê

 

DICAS PARA INICIAR OS HÁBITOS ALIMENTARES DO SEU FILHO COM O PÉ DIREITO!

 

 

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Primeira papinha do Felipe

Por: Mayra A.

Que delícia de programa, a família reunida (faltou só o Pedro, que estava em um passeio com a escola e o papai, que estava trabalhando!) para preparar a primeira papinha do Felipe!

É impressionante como as crianças se sentem importantes quando são chamadas para ajudar. A Julia e o Chico já sabem que a primeira coisa que peço para eles é ir até a nossa mini hortinha escolher um tempero que eles acham que vai combinar. Hoje voltaram com uma cebolinha, porque acharam mais “básico”, já que era a primeira vez que o Felipe ia comer uma papinha.

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Separamos os ingredientes e já estavam eles a postos, prontos para a ação!

2Julia começou a tentar tirar a casca da cebola e o Chico cheirou a cenoura. Pode parecer besteira, mas o envolvimento deles só tem a somar… Na convivência da família e na alimentação deles, que ficam cada vez mais interessados e curiosos. #dedinhosnacozinha

3A Julia, que já tem intimidade com a cozinha, pegou um ralador para descascar a cenoura, mas cuidado, este nunca deve ser usado na direção das mãozinhas, e sim apoiado na tábua (e com supervisão!).

4Em seguida eu piquei a cebola, a cenoura, o frango e a batata e eles ficaram acompanhando tudo. A Julia nem acreditou: “Mãe, vai cebola na papinha DE UM BEBÊ??”
E eu: “Claro filha, desde pequenininhos já podemos ajudar os filhos a desenvolverem o paladar, assim foi com você também…”
Refogamos a cebola e colocamos os demais ingredientes, água e fechamos a panela. Sempre colocamos pouca água, apenas o suficiente para que o vapor da água, fechada na panela, possa cozinhar os demais ingredientes, para que na hora de servir não tenhamos excesso de água e tenhamos que descartar seus nutrientes.

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Depois da papinha pronta (receita aqui!) eu me diverti dando a primeira papinha do Felipe. Me diverti porque é o meu 4o filho e não esperava que ele comesse e nem que ele gostasse, então como a expectativa era zero, qualquer resultado seria ótimo.
As primeiras colheradas ele fez uma cara de nojo absouto, cuspiu e quase vomitou. No final até me surpreendi… Pelo que tudo indica este vai ser do time que come.
Dica para dar papinha: não coloque a colher de frente para a boca do bebê (na foto parece que está de frente, porque eu ainda ia virar), já que o reflexo da língua é empurrar a comida para frente. Coloque a colher pelo lado da boca e vá conversando com o seu bebê, explicando o que está acontecendo. Assim ele fica tranquilo, escuta a voz que tanto confia e adentra pela primeira vez no universo da culinária ao seu lado, numa boa. 🙂

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Afinal, qual é a consistência?

Por: Mayra A.

Oi pessoal, este post será polêmico, vamos lá!

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Publicamos no ano passado nosso primeiro livro “O que fazer para meu filho comer bem?” e lá ensinamos a passar a papinha na peneira ou usar o liquidificador para atingir a consistência de purê. Iremos que rever esta parte para a próxima edição, que será lançada em 2015.

De acordo com o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) “A papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar, para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos e fique na consistência de purê. A carne, na quantidade de 50 a 70 g/dia (para duas papas), não deve ser retirada após o cozimento, mas sim picada, tamisada (cozida e amassada com as mãos) ou desfi ada, e é fundamental que seja oferecida à criança (procedimento fundamental para garantir a oferta adequada de ferro e zinco). Aos 6 meses, os dentes estão próximos às gengivas, o que as torna endurecidas, de tal forma que auxiliam a triturar os alimentos.
A consistência dos alimentos deve ser progressivamente elevada, respeitando-se o desenvolvimento da criança e evitando-se, dessa forma, a administração de alimentos muito diluídos (com baixa densidade energética) para propiciar a oferta calórica adequada. Além disso, as crianças que não recebem alimentos em pedaços até os 10 meses apresentam, posteriormente, maior difi culdade de aceitação de alimentos sólidos.

Já escrevi aqui sobre como conheci a Priscila Maximino, que hoje é a nossa nutricionista parceira. Ela discorda do uso da peneira e/ou liquidificador, pois tendem a fazer uma papinha mais líquida.

Priscila explica assim: “Ingredientes mais duros não devem ser batidos no liquidificador quando existe um bebê na casa. A carne deve ser desfiada para o pequeno, e não batida. O mesmo vale para vegetais. Bater a comida com a intenção de facilitar o processo de passagem para a alimentação sólida só atrapalha a transição para a comida mais adulta. Sabemos que isto é polêmico, até entre os diferentes pediatras, mas na nossa experiência, facilita as coisas posteriormente para as mães. A papa liquefeita ou peneirada de forma exagerada, escorrega pela garganta adentro e não permite o contato com as papilas gustativas. O resultado é que a criança não distingue bem nenhum sabor nem textura. Seu paladar acaba prejudicado, e a capacidade de perceber nuances de sabores pode sair perdendo para o resto da vida, justamente porque o desenvolvimento deste sentido depende da estimulação de células receptoras espalhadas por toda a boca, especialmente na língua. Por isso, amasse hortaliças e grãos com um garfo e e vá oferecendo pequenas porções. Com o passar do tempo as preparações podem ficar mais, digamos, pedaçudas. Explico esta questão com mais detalhes no meu livro: “Guia descomplicado da alimentação infantil”.

Então pessoal, com exceção de alguns grãos muito duros, que precisam ser rapidamente processados, o melhor é usar o garfo e amassar mesmo! Bom apetite!

 


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Como preparar a papinha?

Por: Equipe Mayra A.

Muitas mães ficam em dúvida na hora de preparar as papinhas de seus bebês. Publicamos aqui um trecho do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem?” para ajudá-las. O livro, modéstia a parte, está super caprichado e tem diversas receitas de papinhas. Para mais informações clique aqui!

Como preparar a papinha

O método de cozimento mais saudável é o vapor. Para preparar legumes em pedaços quando o bebê já puder mastigar, usaremos sempre esse método.
No caso das papinhas, a tendência é colocar tudo numa panela com água para cozinhar, certo?
Como faremos papinhas grossas e não sopas ralas, não precisamos colocar muita água, e os ingredientes não precisam ficar completamente submersos. O ideal é colocar apenas um pouco de água, o suficiente para dar no final a consistência de purê, e tampar a panela. Após atingir a fervura, é só baixar o fogo e manter a panela tampada. O recipiente se encherá de vapor, que cozinhará os ingredientes. Se necessário, adicione mais água durante o cozimento.
Para as frutinhas, é só amassar (banana, mamão, abacate) ou ralar (maçã, pera). Algumas frutas difíceis de serem raladas podem ser previamente cozidas ou processadas cruas no liquidificador (com o mínimo possível de água). Isso serve para pêssego, damasco, ameixa, abacaxi, uvas etc.
Uma forma rápida de fazer papinhas é ter sempre os caldos (de frango, carne etc.) prontos e congelados. O mais demorado, que é o cozimento das carnes, já estará feito!
Assim você poderá cozinhar os ingredientes dos grupos B, C e D no caldo e ter um papinha pronta em poucos minutos.

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(imagens retiradas do nosso livro “O que fazer para meu filho comer bem”, mais informações aqui)

Papinha “completa”

Receita completa + dicas aqui.

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Consistência da papinha

De acordo com o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) “A papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar, para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos e fique na consistência de purê. A carne, na quantidade
de 50 a 70 g/dia (para duas papas), não deve ser retirada após o cozimento, mas sim picada, tamisada (cozida e amassada com as mãos) ou desfi ada, e é fundamental que seja oferecida à criança (procedimento fundamental para garantir a oferta adequada de ferro e zinco). Aos 6 meses, os dentes estão próximos às gengivas, o que as torna endurecidas, de tal forma que auxiliam a triturar os alimentos.
A consistência dos alimentos deve ser progressivamente elevada, respeitando-se o desenvolvimento da criança e evitando-se, dessa forma, a administração de alimentos muito diluídos (com baixa densidade energética) para propiciar a oferta calórica adequada. Além disso, as crianças que não recebem alimentos em pedaços até os 10 meses apresentam, posteriormente, maior difi culdade de aceitação de alimentos sólidos.

Já escrevi aqui sobre como conheci a Priscila Maximino, que hoje é a nutricionista da Dedinho de Moça. Ela discorda do uso da peneira e/ou liquidificador, pois tendem a fazer uma papinha mais líquida.

Priscila explica assim: “Ingredientes mais duros não devem ser batidos no liquidificador quando existe um bebê na casa. A carne deve ser desfiada para o pequeno, e não batida. O mesmo vale para vegetais. Bater a comida com a intenção de facilitar o processo de passagem para a alimentação sólida só atrapalha a transição para a comida mais adulta. Sabemos que isto é polêmico, até entre os diferentes pediatras, mas na nossa experiência, facilita as coisas posteriormente para as mães. A papa liquefeita ou peneirada de forma exagerada, escorrega pela garganta adentro e não permite o contato com as papilas gustativas. O resultado é que a criança não distingue bem nenhum sabor nem textura. Seu paladar acaba prejudicado, e a capacidade de perceber nuances de sabores pode sair perdendo para o resto da vida, justamente porque o desenvolvimento deste sentido depende da estimulação de células receptoras espalhadas por toda a boca, especialmente na língua. Por isso, amasse hortaliças e grãos com um garfo e e vá oferecendo pequenas porções. Com o passar do tempo as preparações podem ficar mais, digamos, pedaçudas. Explico esta questão com mais detalhes no meu livro: “Guia descomplicado da alimentação infantil”.
Então pessoal, melhor usar o garfo e amassar mesmo! Bom apetite!


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