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Criança Esperança – Bem Estar, TV Globo – 08/14

Por: Mayra A.

Tivemos o enorme prazer de participar do especial Criança Esperança no Programa Bem Estar, TV Globo. Recebemos 4 crianças com dificuldades alimentares para passar uma gostosa tarde aqui na nossa casinha e o resultado você pode conferir nas fotos + vídeo abaixo! Pudemos ver na prática que o envolvimento da criança, através do apelo lúdico e do fortalecimento do vínculo afetivo, é determinante para o sucesso da alimentação infantil. Ficamos muito satisfeitas com o resultado 🙂

Vídeo: Envolver os filhos na escolha da comida melhora a alimentação deles

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Escolinha Walita, aula 6: Como reduzir sal e açúcar

Por: Mayra A.

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Escolinha Walita 2a fase: Comida saudável e gostosa desde a infância

Por: Mayra A.

Depois do sucesso da 1a fase, começamos a 2a fase do projeto Escolinha Walita, que tem como tema a comida gostosa e saudável que preparamos para os nossos pequenos, criando bons hábitos desde a infância. Espero que estejam acompanhado no instagram a nossa deliciosa convivência com a comunidade de Heliópolis. Segue abaixo alguns momentos, que ficaram na nossa memória e nos nossos corações:

Abaixo mais vídeos para vocês. Nós adoramos, e esperamos de coração que este material ainda sirva para influenciar positivamente a alimentação de diversas famílias!

Aula 5: Comida de criança e comida de adulto
Aula 6: Como reduz açúcar e sal
Aula 7: Gostosuras feitas em casa
Aula 8: Escolhas conscientes

Teremos ainda a terceira fase do projeto, na qual manteremos a mesma abordagem infantil, com temas como “Cozinhando para meu filho usando a cesta básica”.

Espero que gostem!

Um abraço, Mayra, Priscila Maximino e Thabata


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Lanchinho Legal

Por: Mayra A.

Mayra Abucham consultoria em Alimentação Infantil (representada por mim e pela Priscila Maximino), em parceria com o projeto Dra. Ana Escobar, liderado pela pediatra Dra. Ana Escobar, fez ontem uma palestra na Casa Electrolux sobre o seguinte tema:

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Falamos bastante sobre a preocupante onda de obesidade e carência de nutrientes, que embora tenha suas causas e soluções já conhecidas por todos, o conhecimento destas informações não tem surtido efeito nenhum para melhorar os hábitos alimentares das crianças.

Já que estamos bem informados e isso não tem sido suficiente para combater o problema,  apresentamos uma metodologia inovadora, que enxerga a alimentação pela ótica das crianças e aposta, principalmente, na interação e vínculo desta criança com todo o processo da alimentação.

Apresentamos também, em primeira mão, o Projeto Lanchinho Legal, que está baseado nesta mesma metodologia. Escolhemos focar no lanche entre as refeições – seja ele feito na escola ou em casa – por ser uma refeição de rápido preparo e mais fácil de ser encaixada na rotina, já que depende da interação entre adultos e crianças.

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O projeto está previsto para ser lançado em fevereiro, antes da volta às aulas e conta com ações online e offline, aplicativo, ebooks, games, vídeos, enfim, tudo que nossos pequenos tem direito!

Em breve postaremos mais informações, bem como os vídeos desta apresentação.

Agradecemos a presença de todos que puderam comparecer ao evento: amigos, parceiros, blogs, escolas, ou seja, todos que poderão nos ajudar nesta difícil tarefa de mudança de mentalidade e comportamento. Estamos confiantes que juntos faremos a diferença! Para mais informações envie um email para contato@lanchinholegal.com.br

Enquanto isso, convido vocês a prepararem esta receitinha com os seus pequenos: Barrinhas de cereais #pequenosnacozinha

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Boa diversão e bom apetite!

Mais links sobre o evento:

Glamurama

 

 


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Afinal, qual é a consistência?

Por: Mayra A.

Oi pessoal, este post será polêmico, vamos lá!

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Publicamos no ano passado nosso primeiro livro “O que fazer para meu filho comer bem?” e lá ensinamos a passar a papinha na peneira ou usar o liquidificador para atingir a consistência de purê. Iremos que rever esta parte para a próxima edição, que será lançada em 2015.

De acordo com o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) “A papa deve ser amassada, sem peneirar ou liquidificar, para que sejam aproveitadas as fibras dos alimentos e fique na consistência de purê. A carne, na quantidade de 50 a 70 g/dia (para duas papas), não deve ser retirada após o cozimento, mas sim picada, tamisada (cozida e amassada com as mãos) ou desfi ada, e é fundamental que seja oferecida à criança (procedimento fundamental para garantir a oferta adequada de ferro e zinco). Aos 6 meses, os dentes estão próximos às gengivas, o que as torna endurecidas, de tal forma que auxiliam a triturar os alimentos.
A consistência dos alimentos deve ser progressivamente elevada, respeitando-se o desenvolvimento da criança e evitando-se, dessa forma, a administração de alimentos muito diluídos (com baixa densidade energética) para propiciar a oferta calórica adequada. Além disso, as crianças que não recebem alimentos em pedaços até os 10 meses apresentam, posteriormente, maior difi culdade de aceitação de alimentos sólidos.

Já escrevi aqui sobre como conheci a Priscila Maximino, que hoje é a nossa nutricionista parceira. Ela discorda do uso da peneira e/ou liquidificador, pois tendem a fazer uma papinha mais líquida.

Priscila explica assim: “Ingredientes mais duros não devem ser batidos no liquidificador quando existe um bebê na casa. A carne deve ser desfiada para o pequeno, e não batida. O mesmo vale para vegetais. Bater a comida com a intenção de facilitar o processo de passagem para a alimentação sólida só atrapalha a transição para a comida mais adulta. Sabemos que isto é polêmico, até entre os diferentes pediatras, mas na nossa experiência, facilita as coisas posteriormente para as mães. A papa liquefeita ou peneirada de forma exagerada, escorrega pela garganta adentro e não permite o contato com as papilas gustativas. O resultado é que a criança não distingue bem nenhum sabor nem textura. Seu paladar acaba prejudicado, e a capacidade de perceber nuances de sabores pode sair perdendo para o resto da vida, justamente porque o desenvolvimento deste sentido depende da estimulação de células receptoras espalhadas por toda a boca, especialmente na língua. Por isso, amasse hortaliças e grãos com um garfo e e vá oferecendo pequenas porções. Com o passar do tempo as preparações podem ficar mais, digamos, pedaçudas. Explico esta questão com mais detalhes no meu livro: “Guia descomplicado da alimentação infantil”.

Então pessoal, com exceção de alguns grãos muito duros, que precisam ser rapidamente processados, o melhor é usar o garfo e amassar mesmo! Bom apetite!

 


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Para comer bem

Por: Priscila Maximino
eatwellimagem: http://blog.fabflour.co.uk

Primeiramente gostaríamos de enfatizar que, em nossa opinião, não existe comida de bebê, comida de criança e comida de adulto. O que  pode diferenciar aquilo que vai no prato do pequeno e no do seu pai é, a grosso modo, a consistência e o tamanho em que são cortados os ingredientes. Não é preciso preparar cardápios exclusivos para cada membro da família, conforme a faixa etária. A receita pode ser adaptada com um amassado, mais caldo, menos caldo, triturado etc.

Ingredientes mais duros não devem ser batidos no liquidificador quando existe um bebê na casa. A carne deve ser desfiada para o pequeno, e não batida. O mesmo vale para vegetais. Bater a comida com a intenção de facilitar o processo de passagem para a alimentação sólida só atrapalha a transição para a comida mais adulta. Sabemos que isto é polêmico, até entre os diferentes pediatras, mas na nossa experiência, facilita as coisas posteriormente para as mães.

A papa liquefeita ou peneirada de forma exagerada, escorrega pela garganta adentro e não permite o contato com as papilas gustativas. O resultado é que a criança não distingue bem nenhum sabor nem textura. Seu paladar acaba prejudicado, e a capacidade de perceber nuances de sabores pode sair perdendo para o resto da vida, justamente porque o desenvolvimento deste sentido depende da estimulação de células receptoras espalhadas por toda a boca, especialmente na língua. Por isso, amasse hortaliças e grãos com um garfo e e vá oferecendo pequenas porções. Com o passar do tempo as preparações podem ficar mais, digamos, pedaçudas. Explico esta questão com mais detalhes no meu livro: “Guia descomplicado da alimentação infantil”.

Outra tentação de quem procura facilitar as coisas: cozinhar demais os alimentos. O calor excessivo e o cozimento por tempo prolongado favorece a perda de nutrientes e torna a textura pouco apetitosa. Além do que, de novo, comida molenga demais não incentiva a movimentação dos músculos orais e… Nesta altura, essa parte você já entendeu.

Quanto ao uso de temperos, nos primeiros doze meses de vida a digestão não está completamente amadurecida para assimilar determinados ingredientes. Faltam enzimas capazes de lidar com eles, daí pode ocorrer irritação gástrica. Entretanto, veja que curioso, se a família é de origem mexicana ou indiana, haverá certamente uma predileção por gostos picantes desde muito cedo. Utilizar de bom senso é a nossa dica. Salientamos que a culinária regional com seus aromas é um dos maiores tesouros culturais que podemos disseminar para as gerações. Por isso não é interessante excluir itens da sua cozinha. Apenas, vale cautela com aqueles que são mais fortes, de sabor muito acentuado. Lembre que o uso de temperos pode diminuir o uso de sal, e com isto podemos ajudar a prevenir a hipertensão arterial futura.

Variar, variar e variar. Aqui eu gostaria de ressaltar que a tendência que vemos nas famílias é justamente o oposto. Por ex: Joãozinho gosta de macarrão e comeu bem na última refeição. Então a família toda se organiza para prover sempre o macarrão que o Joãozinho gosta e prefere. E aí está o ponto que incentivamos a seletividade sem perceber, achando que estamos sendo o máximo em dar o que ele gosta. O caminho deve ser oposto. Ele adora macarrão, então vamos dar ênfase ao arroz e feijão. e por ai vai…

Quanto mais diversificado o cardápio na fase de transição, maior a aceitação a novos ingredientes pelo resto da vida. As células sensoriais da boca enviam sinais ao cérebro que registram os sabores para sempre. Assim, a criança passa a identificá-los sem dificuldade. Não é para ficar só na laranja-lima ou na mandioquinha amassada!


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